Sumário
Óperas portuguesas que se representaram nos teatros públicos desta corte, Bairro Alto e Mouraria, tomo I (Adolonimo em Sidónia; A Ninfa Siringa; Novos Encantos de Amor; Adriano em Síria)
Ano
1746
Localização
Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra (2-24-2-14); Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (Misc. 574)
Impresso
Lisboa, oficina de Inácio Rodrigues, 1746

 

Óperas portuguesas que se representaram nos teatros públicos desta corte, Bairro Alto e Mouraria

Tomo I, que contém:

 

Adolonimo em Sidónia

A Ninfa Siringa

Novos Encantos de Amor 

Adriano em Síria 

 

Lisboa

Na oficina de Inácio Rodrigues

1746

Com todas as licenças necessárias e privilégio real

 

 


 

 

Do Ordinário

 

Censura do M.R.P.M.D. José Barbosa, prepósito da casa de nossa senhora da divina providência de Clérigos regulares, cronista da sereníssima Casa de Bragança, examinador das três ordens militares e sinodal do patriarcado e académico do número da Academia Real.

 

 

Excelentíssimo e Reverentíssimo senhor,

 

Por ordem de vossa excelência vi as Comédias portuguesas que pretende imprimir Francisco Luís Ameno e me parecem que se lhe pode dar licença, porque não têm cousa alguma contra a fé ou bons costumes. Lisboa, nesta casa de nossa senhora da divina providência de clérigos regulares, 6 de Abril de 1743.

 

D. José Barbosa C. R.

 

 


 

 

 

Vista a informação podem-se imprimir os papéis de que se trata e depois de impressos tornarão para se conferir e dar licença para que corram. Lisboa, 6 de Abril de 1743.

 

Dantas.

 

Do Desembargo do Paço.

 

Que se possa tornar a imprimir vistas as licenças do Santo Ofício e Ordinário, e depois de impresso tornará a esta Mesa, para se conferir e taxar e dar licença para correr, sem a qual não correrá. Lisboa, 7 de Junho de 1743.

 

Pereira. Teixeira. Vaz de Carvalho. Costa.

 

 

 


 

 Adolonimo em Sidónia

Ópera intitulada Adolonimo em Sidónia 

 

 


 

 

Argumento

 

Adolonimo, descendente de sangue real, amava muito a Sirene filha de Estrato, rei de Sidónia, e seu inimigo. E vendo ele que, por esta razão, lhe não podia manifestar o seu amor se determinou a ser seu jardineiro, sabendo, porém, que Sirene, ainda que constrangida, casava com Demétrio, foi assistir às bodas mascarado a impedir o esposório, o que feito e conhecido foi preso. E chegado quase aos últimos fins da vida, de que o livrou Alexandre Magno e o constituiu rei de Sidónia, casando-o com Sirene, e privou do reino a Estrato, como muito melhor constará da dita ópera, etc.

 

 


 

 

Cenas

 

Acto I

Mutação I, horta

Mutação II, Jardim

Mutação III, sala de palácio

Mutação IV, sala de docel bem armada

 

Acto II

Mutação I, jardim

Mutação II, sala

Mutação III, torre

Mutação IV, jardim

Mutação V, torre

 

Acto III

Mutação I, sala

Mutação II, torre

Mutação III, campo

Mutação IV, sala

Mutação V campo e vista de torre

Mutação VI, sala de docel

 

 


 

 

Interlocutores

 

Adolonimo, amante de Sirene

Demétrio

Alexandre Magno

Estrato, rei de Sidónia

Sirene, princesa, filha de Estrato

Cíntia, sua prima, amante de Demétrio

Cadeia, graciosa

Pimentão, gracioso, criado de Demetrio

Sapato, criado de Demétrio

Um algoz

Um general

Soldados, etc.

 

 

 


 

  A Ninfa Siringa

A Ninfa Siringa ou os amores de Pã e Siringa, ópera que se representou pelo Carna[va]l no Teatro do Bairro Alto de Lisboa

 

 


 

 

Argumento

 

Pã, semi-deus rústico, irmão de Sílvia, amava muito a ninfa Siringa, irmã do semi-deus Silvano, e vendo-se sempre desprezado em seus amores, a esperou em um bosque para alcançar dela por violência, o que não podiam os rogos e em fim encontrando-se ambos e vendo Siringa, que dificultosamente se defenderia dele, invocou a Júpiter que lhe valesse e logo ficou convertida em um canavial, até que por grandes rogos de Pã a tornou Júpiter à sua primeira forma e se casou com o dito deus Pã e também se desposa Silvano com Sílvia, cujos amores e o mais constará do contexto da história.

 

 


 

 

Interlocutores

 

Pã, semi-deus rústico

Silvano, semi-deus rústico

Siringa, ninfa rústica, irmã de Pã

Coscorão 1º  gracioso, criado de Pã

Esguicho 2º gracioso, criado de Silvano.

Linguiça, velha criada de Sílvia.

Golosina, criada de Siringa.

 

 

Cenas da I parte

 

I Mutação de campo

II Mutação da sala

III Mutação de casa térrea com dous fornos

 

 

Cenas da II parte

 

I Mutação de jardim

II Mutação de antecâmera

III Mutação de jardim

IIII Mutação de bosques

 

 

 


 

 

Cenas da III parte

 

I Mutação de bosque com canavial e salgadeiras.

II Mutação de casa de forno.

 

 


 

 Novos Encantos de Amor

Ópera intitulada Novos encantos de Amor, que se representou no Teatro da Casa da Mouraria 

 


 

 

Figuras

 

Felizardo, 1º galã, príncipe de Dinamarca

Hipólito, 2º galã, sobrinho d'el rei de Suécia

Cardénio, 3º galã, sobrinho do czar de Moscovia

El rei de Suécia, barba

Machavelo, 1º gracioso, criado de Felizardo

Zápete, 2º gracioso, sevandija de palácio

Florisbela, 1ª dama, filha d'el rei de Suécia

Alteia, 2ª dama, sua irmã

Etcetera, graciosa, criada da princesa

Quatro aldeãs, soldados, guardas e monteiros

 

 

 


 

 

Cenas da I parte

 

I - Arvoredo, e no fundo uma gruta cercada de ramas

II – Vista de montes

III – Praça da cidade e vista de mar

IV – Salão

V – Jardim de caniços com alegretes de uma e outra parte

 

Da II parte

 

VI – Vista de bosque

VII – O arvoredo do princípio e a gruta

VII – Muros de jardim com varanda e janelas

IX - Jardim de alabastros e na boca da escotilha mais distante murtas que a encubram

 

 


 

 Adriano em Síria

Ópera intitulada Adriano em Síria 

 


 

 

Argumento

 

Vencendo o imperador Adriano aos Partos, cativou a el rei  Osroas e a sua filha Emirene e ao príncipe Farnaspe, amante de Emirene. Esta, pela sua grande fermusura, foi desejada de Adriano para esposa, ao que esta sempre repugnou por ser constante a Farnaspe. Osroas, por traição, pretende vingar-se tirando a vida a Adriano, errou o golpe e foi preso, e não obstando ser apanhado no delito fala sempre soberbamente ao imperador. Finalmente, Adriano, sabendo do honesto e firme amor de Emirene para com Farnaspe, com heróica resolução os manda livres, perdoa a Osroas e aceita por esposa a sabina, romana, e tudo o mais constará melhor do contexto da obra.

 

 


 

 

 

Interlocutores

 

Adriano, imperador de Roma

Farnaspe, príncipe

Aquílio

Osroas, rei dos Partos

Emirene, princesa dos Partos

Sabina, romana

Beringela, graciosa

Chichelo, gracioso

Guardas

Soldados romanos, soldados dos Partos

 

 


 

 

Cenas do I acto

 

I Mutação – Praça de Antióquia, etc.

II Mutação – Sala de palácio

III Mutação – Pátio de palácio com rotura por uma parte onde aparece incêndio

 

Cenas do II Acto

 

I Mutação – galeria no quarto de Adriano correspondente a diversos gabinetes

II Mutação – Estrada deliciosa de jardim

 

Cenas do III Acto

 

I Mutação – Sala com cadeiras

Última Mutação – Lugar magnífico de palácio com escadas. Vista de naus em o rio e de jardim

 

Image 8006
Image 8007
Image 8008
Image 8009
Image 8010
Image 8011
Image 8012
Image 8013
Image 8014
Image 8015
Image 8016
Image 8017
Image 8018
Image 8019
Image 8020
Image 8021
Image 8023
Image 8024