- Sumário
- Folheto da ópera Ulisses em Lisboa (1761)
- Ano
- 1761
- Localização
- Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (Miscs. 211, 509, 580 e 609)
- Impresso
- Lisboa, na oficina patriarcal de Francisco Luís Ameno, 1761
Ulisses em Lisboa, ópera portuguesa, destinada a celebrar o feliz parto de sua alteza real, a sereníssima senhora Princesa do Brasil.
Oferecida à mesma senhora.
Lisboa, na oficina patriarcal de Francisco Luís Ameno, 1761
Com as licenças necessárias
Argumento
Gorgoris, rei da Lusitânia (que foi inventor do mel), teve por filhas a Calipso e Elisa. Calipso desposou-se com Sicoro, príncipe do sangue, e teve por filho Abides, que depois fundou Santarém. Temeu Sicoro que o rei se ofendesse das bodas e fugiu para Grécia, publicando que ele e seu filho morreram em um naufrágio. Contudo, o filho Abides ficou-se educando em casa de Liso pastor, onde lhe dava leite uma corça e era conhecido com o nome de Tágio. Cresceu e, sendo caçador e de índole generosa, afeiçoou-se de Elisa, irmã de Calipso. Elisa, supondo-o pastor, não cedia ao afecto que também lhe tinha. Movido disto, Tágio buscou a Ulisses, que, então, fundava Lisboa para se habilitar ao heroísmo. A este Ulisses queria o rei Gorgoris desposar com a princesa Calipso, movido de um oráculo, que prometia ilustre sucessão a Gorgoris por meio do que fundasse uma cidade ilustre sobre o Tejo. Tinha vindo com Ulisses o príncipe Sicoro, que pela mudança de traje, por se publicar parente de Ulisses, e ter o nome suposto de Aristeu, não foi conhecido de seu primo Gorgoris e dos outros lusitanos. Calipso, entreconhecendo-o pela muita semelhança que tinha com Sicoro, afeiçoou-se-lhe. O mais se verá na ópera, em que a acção principal
é o descobrimento de Abides. Frei Bernardo de Brito na Monarquia; Resende no Poema de Lisboa, etc.
Interlocutores:
Gorgoris, rei da Lusitânia
Aristeu, aliás Sicoro, príncipe
Tágio, aliás Abides
Ulisses, general grego
Calipso, princesa, esposa de Sicoro
Elisa, princesa, amante de Tágio
A cena representa-se em Lisboa.