Aos quinze de abril de mil oitocentos e noventa e três, nesta paroquial igreja e perante mim, compareceram os nubentes Eduardo Brazão e Dona Rosa Angélica Damasceno Rosado, solteiros, que sei serem os próprios, com dispensa de proclamas, sem impedimento. Ele de quarenta e dois anos, actor e proprietário, baptizado na freguesia de Santiago de Lisboa, meu paroquiano, bem como a nubente, moradores na Rua Rosa Araújo, oitenta e oito, filho legítimo de Joaquim Brazão, natural da freguesia de Nossa Senhora da Graça do Cano, concelho de Sousel, diocese de Évora, e de Dona Maria José Franco, natural da da Ressureição da vila e concelho de Cascais, deste patriarcado. E ela de quarenta e três anos, actriz, baptizada na freguesia de São Pedro da Cova, concelho de Gondomar, diocese do Porto, filha legítima de Francisco de Paula Damasceno Rosado, natural da cidade do Porto, e de Dona Maria da Conceição de Macedo, natural de Lisboa, os quais nubentes se receberam por marido e mulher e assim é matrimónio, procedendo em todo o acto conforme o rito da santa igreja, sendo testemunhas presentes, que sei serem os próprios Cipriano José dos Santos, viúvo, fiscal da empresa do Teatro de Dona Maria de Lisboa, e Carlos Cohen, solteiro, proprietário, morador na Costa do Castelo desta cidade. E com todos assino este lavrado em duplicado depois de conferido. Era ut supra.
Eduardo Brazão Rosa Angélica Damasceno Rosado Cipriano José dos Santos Carlos Cohen O prior Eduardo António Ribeiro Cabral